domingo, 28 de julho de 2013



Especial ADOLESCENTES

Bons hábitos de sono 

Dormir é fundamental para a manutenção do humor e da energia corporal. De acordo com a sua qualidade, Influencia positiva ou negativamente o desempenho escolar.
Os adolescentes vão naturalmente para a cama mais tarde do que as crianças mais novas. No entanto, o deitar cedo e os hábitos regulares continuam a ser importantes.

- Procure incutir no seu filho adolescente a ideia da importância do sono e a necessidade de dormir pelo menos oito horas nas noites dos dias de semana.
- Procure que haja uma redução no consumo de cafeína (nas bebidas à base de cola, bem como no café).
- Incentive a prática de exercício físico regular – 20 minutos 3 vezes por semana ajudarão.
- Chame-lhe a atenção para que comer demasiado ou muito pouco perto da hora de se ir para a cama – ficando com o estomago demasiado cheio ou vazio, pode dificultar adormecer ou causar desconforto ao longo da noite.
- Ajude a sua filha a adquirir uma rotina para se ir deitar. Sugira-lhe que fazer as mesmas coisas pela mesma ordem antes de ir dormir pode ser uma ajuda.
- Certifique-se de que há um bom ambiente para dormir. Quarto fresco, sossegado, seguro e confortável. A cama deve ser confortável e se existir essa possibilidade ao escolher a cama, permita que seja o seu filho a dar a opinião.  
- Se possível não devem existir no local de dormir, televisões ou computadores. Deve optar-se por fibras naturais, investir em cortinados opacos para mantar o quarto escuro e estabelecer hábitos regulares no que se refere à hora de deitar e de levantar e respeitá-las rigorosamente. 

domingo, 21 de julho de 2013



Perturbação Hiperactividade com Défice de Atenção

Definição:

         De acordo com o DSM-IV da Associação Americana de Psiquiatria a Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA) caracteriza-se por um “padrão persistente de falta de atenção e/ou impulsividade-hiperactividade, com uma intensidade que é mais frequente e grave que o observado habitualmente nos sujeitos com um nível semelhante de desenvolvimento”.

         A PHDA é uma problemática que começa por criar dificuldades na aprendizagem e na adaptação do indivíduo ao meio nos seus primeiros anos de vida e que na maioria dos casos, se prolonga pela sua vida adulta, não podendo, pois, ser considerada apenas uma condição do ser criança que se ultrapassa com o amadurecimento.

         A PHDA é uma perturbação do desenvolvimento que afecta o comportamento, a atenção e o auto-controlo. Tem essencialmente uma base neuropsicológica e os factores genéticos conjugam-se com as experiências do indivíduo no seu meio ambiente, para moldar o seu comportamento e a forma como enfrenta e se integra na vida em sociedade.

A PHDA tem, pois, uma origem biológica, não sendo o resultado da forma como as crianças são educadas, da formação dos pais, do seu estatuto social ou económico, da sua religião ou das suas crenças.

Identificar a PHDA

      Para o diagnóstico da PHDA, o DSM IV da APA descreve nove sintomas de Falta de Atenção (Desatenção) e nove sintomas de Hiperactividade-Impulsividade.

         Os sintomas descritos podem, em algum momento, serem observados em qualquer criança, fruto da sua natural inquietude, o que não quer dizer que ela sofre de qualquer perturbação. Devem, por isso, serem seguidos os seguintes critérios:


Falta de Atenção (Desatenção)

         A atenção é um requisito fundamental para o processo de aprendizagem, devendo ser selectiva e contínua, isto é, orientada para um estímulo relevante de entre outros e manter-se nele por um período de tempo alargado. A atenção de uma criança com esta problemática dispersa-se facilmente com estímulos irrelevantes para a tarefa que está a realizar. A criança tem problemas em orientar a sua atenção de acordo com um processo organizado de prioridades a conceder aos estímulos que o meio lhe vai fornecendo.

         Os sintomas que, segundo o DSM-IV, são indicadores de falta de atenção, a qual adquirirá características patológicas se, com frequência, forem verificados pelo menos seis deles, são os seguintes:

1.     Não prestar atenção suficiente aos pormenores ou cometer erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras actividades lúdicas.
2.    Ter dificuldade em manter a atenção em tarefas ou actividades.
3.     Parecer não ouvir quando se lhe dirigem directamente.
4.    Não seguir as instruções e não terminar os trabalhos escolares ou outras tarefas.
5.    Ter dificuldades em organizar-se.
6.    Evitar as tarefas que requerem esforço mental persistente.
7.    Perder objectos necessários de tarefas ou actividades que terá de realizar.
8.    Distrair-se facilmente com estímulos irrelevantes.
9.    Esquecer-se com frequência de actividades quotidianas ou de algumas rotinas.

A Hiperactividade

         Problemas de controlo dos movimentos do corpo, uma excessiva actividade motora e uma necessidade de estar em constante movimento, são as manifestações essenciais da criança hiperactiva. Segundo o DSM-IV, uma criança hiperactiva deverá apresentar persistentemente os seguintes sintomas:

  1. Movimentar excessivamente as mãos e os pés e mover-se quando está sentado.
  2. Levantar-se na sala ou noutras situações em que se espera que esteja sentado.
  3. Correr ou saltar excessivamente em situações em que é inadequado fazê-lo.
  4. Ter dificuldade para se dedicar tranquilamente a um jogo.
  5. Agir como se estivesse ligado a um motor.
  6. Falar em excesso.

A Impulsividade

       A criança com PHDA apresenta uma conduta imatura e inadequada porque não tem capacidade suficiente para reflectir, nem maturidade suficiente para analisar eficazmente uma situação real ou imaginária.
         A impulsividade tem manifestações a nível emocional e cognitivo. A falta de controlo emocional leva a criança agir sem reflectir e sem avaliar as consequências dos seus actos, numa busca imediata de satisfação do desejo sentido.
         A baixa tolerância à frustração conduz a manifestações de irritabilidade, em consequência das tensões criadas pelos comportamentos imprevisíveis e à labilidade com reflexo na auto-estima.
         É de salientar que a criança com PHDA é mais propensa a acidentes em virtude da sua impulsividade ou aparente baixa consciência do risco.
         A nível cognitivo, as manifestações de impulsividade afectam sobretudo o desempenho escolar. Um comportamento cognitivo impulsivo leva a criança a responder aos estímulos sem um processo adequado de análise da informação percebida. Assim, pode apresentar dificuldades nas tarefas mais complexas como a leitura, a escrita e a matemática.
        
Segundo o DSM-IV, uma criança impulsiva deverá apresentar persistentemente os seguintes sintomas:

  1. Precipitar as respostas antes que as perguntas tenham acabado.
  2. Ter dificuldade em esperar pela sua vez.
  3. Interromper ou interferir nas actividades dos outros (intrometer-se nas conversas ou nos jogos).

 Se esta problemática existe no seio da sua família,  não desista!
 Podemos ajudar!

Unidade de Psicologia Infantil do Clubinho da Inteligência Portugal
918789545


O que é a perturbação de deficit de atenção hiperactividade?

A DDAH, é uma perturbação geralmente detectada na infância, mais precisamente quando a criança começa a frequentar a escola.
Trata-se de uma desordem muito mais comum nos rapazes do que nas raparigas.

As crianças hiperactivas manifestam alguns sintomas de falta de atenção que é possível identificar:
¬  Apresentam dificuldade em manter a atenção ao executar tarefas ou actividades
¬  Evitam as tarefas que requerem esforço mental persistente
¬  Distraem-se facilmente com estímulos irrelevantes
¬  Não tomam atenção suficiente aos pormenores ou cometem erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras actividades lúdicas
¬  Parecem não ouvir quando se lhes dirigem directamente
¬  Perdem objectos desnecessários a tarefas ou actividades que terão de realizar

Alguns sintomas de Hiperactividade/ Impulsividade observáveis nas crianças
¬  Mexem permanentemente os pés
¬  Levantam-se na sala de aula em situações em que se espera que estejam sentadas
¬  Correm e saltam excessivamente em situações inapropriadas
¬  Apresentam dificuldade em se envolver numa actividade de forma tranquila
¬  Falam em excesso
¬  Respondes antes da pergunta ser completada
¬  Apresentam dificuldade em esperar pela sua vez

Quais os problemas que estão associados com esta perturbação?

Esta é uma dificuldade no diagnóstico da perturbação, porque a DDAH faz-se geralmente acompanhar de outros problemas. A concentração e a atenção são alguns dos problemas.
Um número específico de crianças que sofrem deste distúrbio psicológico apresenta tendência para se comportar de forma agressiva ou desafiadora. Estas crianças podem ser teimosas, agressivas e provocadoras e manifesta grandes alterações de temperamento. São crianças que necessitam de uma ajuda especializada, de modo a evitar a evolução de insucesso escolar e outros problemas de conduta mais sérios. 

Alguns princípios recomendados para favorecer as interacções positivas entre pais e filhos:
¬  Se os pais estabelecem normas de disciplina, é muito importante que as tornem explicitas, ou seja, que a criança saiba exactamente o que se espera dela. Assim, ela saberá quais as possíveis consequências que lhe serão dadas se por acaso quebrar alguma regra familiar.
¬  As instruções e as respostas verbais dos adultos devem ser breves, precisas e concretas. As ameaças verbais continuadas, as repreensões e as discussões permanentes não são muito eficazes.
¬  A resposta dos pais à violação de normas deve ser proporcional à infracção cometida, ou seja, é aconselhável antes de responder ao sucedido que os pais reflictam e avaliem bem a situação.
¬  É conveniente que os pais respondam aos actos indisciplinares com comportamentos concretos e previstos. Não é aconselhável os castigos físicos, ou seja será mais eficaz que se a criança não cumpriu determinada tarefa que perca algum privilegio.
¬  Os castigos devem ter uma duração limitada: não é útil prolonga-los, pois podem gerar ansiedade e sentimentos negativos na criança.
¬  Tratando-se de crianças hiperactivas, não e aconselhável que os pais limitem as saídas de casa e os contactos com amigos e colegas. Algumas famílias, por receio das críticas dos vizinhos e conhecidos, podem reter a criança em casa durante longos períodos de tempo, com o prejuízo de impossibilitar a criança de vir a participar em actividades grupais, jogos, dificultando assim a adaptação social e aumento deste modo a ansiedade e com isso, a hiperactividade.
¬  Convém estabelecer hábitos regulares, isto +e horários estáveis das refeições, do sono, para ver televisão, fazer os deveres escolares etc. Embora no inicio as crianças possam protestar, se os pais forem persistentes e constantes nas decisões os seus filhos ganharão confiança e de segurança
¬  Os adultos devem estar atentos e discriminar os sinais que prevêem a proximidade de um episódio de birra, desobediência, rebeldia etc. Deste modo será mais fácil controlá-los, afastando a criança da situação que gera conflito, facilitando-lhe por exemplo alguns jogos que a façam distrair.
¬  Quando a criança tem de realizar tarefas novas que tem de aprender previamente, é útil ensaiar com ela, utilizar instruções simples e concretas. Para evitar experiências de fracassos que possam diminuir a auto-estimada criança, é muito recomendável começar a aprendizagem com tarefas simples e fáceis que ela possa resolver correctamente e garantir deste modo experiências de êxito.
¬  E essencial que os adultos foquem a sua atenção nos aspectos positivos da criança e não insistirem no carácter perturbador do seu comportamento. São muito mais aconselháveis referências positivas às capacidades e aos êxitos que elas consigam obter. (por exemplo, se a criança realiza alguma tarefa que lhe foi atribuída como arrumar o quarto e essencial mostra a satisfação.)
¬  As crianças observam o que ocorre em seu redor e reproduzem depois os comportamentos aprendidos. Por isso não será apropriado recorrer a castigos físicos e ameaças que para além de outros efeitos, podem ser aprendidos e praticados pelas crianças no futuro.

Clubinho da Inteligência Portugal