domingo, 21 de julho de 2013



O que é a perturbação de deficit de atenção hiperactividade?

A DDAH, é uma perturbação geralmente detectada na infância, mais precisamente quando a criança começa a frequentar a escola.
Trata-se de uma desordem muito mais comum nos rapazes do que nas raparigas.

As crianças hiperactivas manifestam alguns sintomas de falta de atenção que é possível identificar:
¬  Apresentam dificuldade em manter a atenção ao executar tarefas ou actividades
¬  Evitam as tarefas que requerem esforço mental persistente
¬  Distraem-se facilmente com estímulos irrelevantes
¬  Não tomam atenção suficiente aos pormenores ou cometem erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras actividades lúdicas
¬  Parecem não ouvir quando se lhes dirigem directamente
¬  Perdem objectos desnecessários a tarefas ou actividades que terão de realizar

Alguns sintomas de Hiperactividade/ Impulsividade observáveis nas crianças
¬  Mexem permanentemente os pés
¬  Levantam-se na sala de aula em situações em que se espera que estejam sentadas
¬  Correm e saltam excessivamente em situações inapropriadas
¬  Apresentam dificuldade em se envolver numa actividade de forma tranquila
¬  Falam em excesso
¬  Respondes antes da pergunta ser completada
¬  Apresentam dificuldade em esperar pela sua vez

Quais os problemas que estão associados com esta perturbação?

Esta é uma dificuldade no diagnóstico da perturbação, porque a DDAH faz-se geralmente acompanhar de outros problemas. A concentração e a atenção são alguns dos problemas.
Um número específico de crianças que sofrem deste distúrbio psicológico apresenta tendência para se comportar de forma agressiva ou desafiadora. Estas crianças podem ser teimosas, agressivas e provocadoras e manifesta grandes alterações de temperamento. São crianças que necessitam de uma ajuda especializada, de modo a evitar a evolução de insucesso escolar e outros problemas de conduta mais sérios. 

Alguns princípios recomendados para favorecer as interacções positivas entre pais e filhos:
¬  Se os pais estabelecem normas de disciplina, é muito importante que as tornem explicitas, ou seja, que a criança saiba exactamente o que se espera dela. Assim, ela saberá quais as possíveis consequências que lhe serão dadas se por acaso quebrar alguma regra familiar.
¬  As instruções e as respostas verbais dos adultos devem ser breves, precisas e concretas. As ameaças verbais continuadas, as repreensões e as discussões permanentes não são muito eficazes.
¬  A resposta dos pais à violação de normas deve ser proporcional à infracção cometida, ou seja, é aconselhável antes de responder ao sucedido que os pais reflictam e avaliem bem a situação.
¬  É conveniente que os pais respondam aos actos indisciplinares com comportamentos concretos e previstos. Não é aconselhável os castigos físicos, ou seja será mais eficaz que se a criança não cumpriu determinada tarefa que perca algum privilegio.
¬  Os castigos devem ter uma duração limitada: não é útil prolonga-los, pois podem gerar ansiedade e sentimentos negativos na criança.
¬  Tratando-se de crianças hiperactivas, não e aconselhável que os pais limitem as saídas de casa e os contactos com amigos e colegas. Algumas famílias, por receio das críticas dos vizinhos e conhecidos, podem reter a criança em casa durante longos períodos de tempo, com o prejuízo de impossibilitar a criança de vir a participar em actividades grupais, jogos, dificultando assim a adaptação social e aumento deste modo a ansiedade e com isso, a hiperactividade.
¬  Convém estabelecer hábitos regulares, isto +e horários estáveis das refeições, do sono, para ver televisão, fazer os deveres escolares etc. Embora no inicio as crianças possam protestar, se os pais forem persistentes e constantes nas decisões os seus filhos ganharão confiança e de segurança
¬  Os adultos devem estar atentos e discriminar os sinais que prevêem a proximidade de um episódio de birra, desobediência, rebeldia etc. Deste modo será mais fácil controlá-los, afastando a criança da situação que gera conflito, facilitando-lhe por exemplo alguns jogos que a façam distrair.
¬  Quando a criança tem de realizar tarefas novas que tem de aprender previamente, é útil ensaiar com ela, utilizar instruções simples e concretas. Para evitar experiências de fracassos que possam diminuir a auto-estimada criança, é muito recomendável começar a aprendizagem com tarefas simples e fáceis que ela possa resolver correctamente e garantir deste modo experiências de êxito.
¬  E essencial que os adultos foquem a sua atenção nos aspectos positivos da criança e não insistirem no carácter perturbador do seu comportamento. São muito mais aconselháveis referências positivas às capacidades e aos êxitos que elas consigam obter. (por exemplo, se a criança realiza alguma tarefa que lhe foi atribuída como arrumar o quarto e essencial mostra a satisfação.)
¬  As crianças observam o que ocorre em seu redor e reproduzem depois os comportamentos aprendidos. Por isso não será apropriado recorrer a castigos físicos e ameaças que para além de outros efeitos, podem ser aprendidos e praticados pelas crianças no futuro.

Clubinho da Inteligência Portugal



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